ao coração.
e dizem que vão directo
arrepiante
sobre a pele
espalham óleo
carvão.
e
ardente
feitos pela brasa
lentamente,
há contornos que passam por nós
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me lembro de me esquecer de ti.
enquanto que não
me lembro de mim.
raramente,
e logo eu que quase,
que me deram o contrário
levei anestesias de cansaço
...e quase me perdi de mim.
curar os ponteiros de ferrugem
adormeci no engano de poder
entardeci no teu corpo e
mas a dor não acalmou como podia.
hoje acalmou mais um dia em mim
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com uma nona aumentada.
na pauta desfolhada
e se houver algum problema
de poesia bemol.
numa escala poética
e se deitar ao sol
quem se levantar do sofá
quem a tiraria de lá?
e se a fazias ré de ti próprio
porque tinhas dó
em si#
e tu dizias
em si mesmo.
uns dizem a poesia
foto d.r.espera lá por nós amigo,
carlos moisés quinta do bill
para as nossas raízes da música tradicional»
«Era um criativo à procura de novos roupagens
zé pedro xutos & pontapés
«uma força muito positiva no meio musical»
João Aguardela
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senão...
porque mesmo o sempre tem um se.
o que sinto nunca é para sempre
sinto, que me sento contigo.
mas não é para falar do que
e de outros destinos
e falo do fado
e não me consigo centrar aqui.
consigo sentir aqui sentado
contigo.
é apenas, porque me apetece falar
nem sequer, alguém com razão.
não é que haja uma razão
se me sento a falar contigo,
se me sinto calmo contigo,
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como A desejo
de suores transparentes.
por sexos dormentes
em gestos tão quentes
e os fluídos trocados
em ecos silvados
de prazeres suspensos
ocupam o mesmo trono
e não têm dono.
em corpos que enrolam
em silvos que ecoam
escorrem salivas
em nuvens que já foram mar
deixando-se ir
líquidos que enchem o ar
e partilham só eles
em trocas só deles
para se afundar em beijos
procuram seus ensejos
uns lábios vadios
como o desejo quando
transparente
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um abraço nosso, de um braço.
e mesmo que apele por
mesmo que a pele fique no braço baço
que todos percebem
aparece-me a pele e posso dizer "pel"
lembro-me sempre de escrever "braço".
e sempre que escrevo o abraço
costumo escrever muito sobre o braço
pelo braço.
ia escorrendo e molhava a mão,
segurava o chá entre os dedos.
a pele que vinha da mão,
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por trás!
o segredo é sempre o que está
é o vidro
mas o que faz o reflexo nem sequer
o vidro
um dia tive sorte e partiram-me
que dava azar
um dia fui um reflexo maldito
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